São José - Documentos Pontifícios Traduzidos
Curso se Josefologia: http://josefologia.blogspot.com.br/
Redemptoris Custos: http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_15081989_redemptoris-custos.html
* (traduzido no fim do post) Quamquam Pluries (inglês): http://w2.vatican.va/content/leo-xiii/en/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_15081889_quamquam-pluries.html
Bonum Sane: http://farfalline.blogspot.com.br/2015/03/bonum-sane-sao-jose.html
Quemadmodum Deus:
Decreto de S.S. o Papa Pio IX
Proclamando São José como Patrono da Igreja
À Cidade e ao Mundo
Da mesma maneira que Deus havia constituído José, gerado do patriarca Jacó, superintendente
de toda a terra do Egito para guardar o trigo para o povo, assim, chegando a plenitude dos tempos,
estando para enviar à terra o seu Filho Unigênito Salvador do mundo, escolheu um outro José, do
qual o primeiro era figura, o fez Senhor e Príncipe de sua casa e propriedade e o elegeu guarda dos
seus tesouros mais preciosos.
De fato, ele teve como sua esposa a Imaculada Virgem Maria, da qual nasceu pelo Espírito Santo,
Nosso Senhor Jesus Cristo, que perante os homens dignou-se ter sido considerado filho de José, e
lhe foi submisso. E Aquele que tantos reis e profetas desejaram ver, José não só viu, mas com Ele
conviveu e com paterno afeto abraçou e beijou; e além disso, nutriu cuidadosamente Aquele que o
povo fiel comeria como pão descido dos céus para conseguir a vida eterna. Por esta sublime
dignidade, que Deus conferiu a este fidelíssimo servo seu, a Igreja teve sempre em alta honra e glória
o Beatíssimo José, depois da Virgem Mãe de Deus, sua esposa, implorando a sua intercessão em
momentos difíceis.
E agora, nestes tempos tristíssimos em que a Igreja, atacada de todos os lados pelos inimigos, é de
tal maneira oprimida pelos mais graves males, a tal ponto que homens ímpios pensam ter finalmente
as portas do Inferno prevalecido sobre ela, é que os Veneráveis e Excelentíssimos Bispos de todo o
mundo católico dirigiram ao Sumo Pontífice as suas súplicas e as dos fiéis por eles guiados,
solicitando que se dignasse constituir São José como Patrono da Igreja Católica. Tendo depois no
Sacro Concílio Ecumênico do Vaticano insistentemente renovado as suas solicitações e desejos, o
Santíssimo Senhor Nosso Papa Pio IX, consternado pela recentíssima e funesta situação das coisas,
para confiar a si mesmo e os fiéis ao potentíssimo patrocínio do Santo Patriarca José, quis satisfazer
os desejos dos Excelentíssimos Bispos e solenemente declarou-o Patrono da Igreja Católica,
ordenando que a sua festa, marcada em 19 de março, seja de agora em diante celebrada com rito
duplo de primeira classe, porém sem oitava, por causa da Quaresma.
Além disso, ele mesmo dispôs que tal declaração, por meio do presente Decreto da Sagrada
Congregação dos Ritos, fosse tornada pública neste santo dia da Imaculada Virgem Maria, Mãe de
Deus e Esposa do castíssimo José.
Rejeite-se qualquer coisa em contrário.
08 de dezembro de 1870.
Cardeal Patrizi, Prefeito da Sagrada Congregação dos Ritos, Bispo de Ostia e Velletri.
Inclytum Patriarcham:
Carta Apostólica de S.S. o Papa Pio IX
Concedendo as prerrogativas litúrgicas dos Patriarcas
às festas de São José
Para Perpétua Memória
Com justiça a Igreja Católica segue com um culto sempre mais difundido e venera com mais
íntimo afeto o insigne patriarca, o Bem-aventurado José, coroado de glória e de honra no céu, que
Deus Onipotente, entre todos os seus santos, quis como puríssimo e verdadeiro esposo da Imaculada
Virgem Maria e pai putativo de seu Filho Unigênito, e a fim de que cumprisse com fidelidade uma
obra tão sublime, fortaleceu-o e enriqueceu-o abundantemente com graças especiais.
Por isso, os Romanos Pontífices nossos predecessores, para aumentar cada vez mais e para
estimular mais ardentemente nos corações dos fiéis a devoção e o respeito para com o santo
patriarca José, e para exortá-los a implorar com suma confiança a sua intercessão junto a Deus, não
perderam nenhuma ocasião para dirigir-lhe sempre novas e maiores expressões de culto público.
Entre elas, basta recordar os nossos predecessores de feliz memória: Sisto IV, que quis que fosse
inserida no Breviário e no Missal Romano a festa de São José; Gregório XV, que com o decreto de 08
de maio de 1612 prescreveu celebrar a festa com rito duplo de preceito em todo o mundo; Clemente
X, que em 06 de dezembro de 1714 adornou a referida festa com missa e ofício inteiramente
próprios; e finalmente Bento XIII, que com decreto publicado em 19 de dezembro de 1726 ordenou
que fosse acrescentado o nome do santo Patriarca na Ladainha dos Santos.
E nós mesmos, depois que por misteriosos desígnios de Deus fomos elevados à suprema cátedra
de Pedro, movidos seja pelos exemplos dos nossos ilustres Predecessores, seja pela particular
devoção que nutrimos desde a juventude para com o santo Patriarca, com o decreto de 10 de
setembro de 1847, com grande júbilo nosso, ampliamos a festa de seu patrocínio com rito duplo de
segunda classe em toda a Igreja, como já se celebrava por indulto especial desta Santa Sé em muitos
lugares.
Na verdade, nestes últimos tempos, nos quais uma feroz e terrível guerra foi declarada contra a
Igreja de Cristo, a devoção dos fiéis para com São José cresceu e aumentou tanto, que de toda parte
chegaram até Nós inumeráveis e ardentíssimos pedidos, renovados ultimamente enquanto acontecia
o Concílio Ecumênico do Vaticano, por todas as classes de fiéis e, o que mais conta, de muitos
Veneráveis Irmãos Cardeais e Bispos: estes solicitaram com insistência que, a fim de inovar com
mais eficácia a misericórdia de Deus pelos méritos e pela intercessão de São José para afastar nestes
tempos funestos todos os males que nos perturbam de todos os lados, o declarássemos Patrono da
Igreja Católica.
Nós, portanto, movidos por estes pedidos, e invocada a proteção divina, decidimos acolher tantos
e piedosos desejos, e com um particular Decreto da nossa Sagrada Congregação dos Ritos, que
ordenamos fosse publicado durante a missa solene em nossas basílicas patriarcais Lateranense,
Vaticana e Liberiana no dia 08 de dezembro do passado ano de 1870, dedicado à Imaculada
Conceição de sua Esposa, declaramos solenemente o Bem-aventurado José “Patrono da Igreja
Católica”, e ordenamos que a sua festa de 19 de março, dupla de primeira classe, todavia sem oitava
por causa da Quaresma, fosse celebrada no mundo inteiro.
E dado que consideramos justo que depois da nossa declaração do Santo Patriarca como Patrono
da Igreja Católica lhe sejam tributadas no culto público eclesiástico todas e cada uma das
prerrogativas de honra que segundo as rubricas gerais do Breviário e do Missal Romano cabem aos
principais santos patronos, e de acordo com os veneráveis Nossos Irmãos Cardeais da Santa Igreja
Romana, encarregados de guardar os sagrados ritos, Nós, renovando, confirmando e também
ampliando com a presente Carta nossa a predita disposição daquele Decreto, ordenamos ainda e
acrescentamos o que segue:
Desejamos que na festa natal de São José e na de seu Patrocínio, também se caírem fora do
domingo, seja sempre acrescentado na missa o Símbolo, isto é, o “Creio”.
Além disso, desejamos que na oração “a cunctis”, quando se deva recitar, seja sempre
acrescentada, depois da invocação à Bem-aventurada Virgem Maria e antes de qualquer Santo
Patrono, exceto os Anjos e São João Batista, a homenagem a São José, com estas palavras: “cum
Beato Joseph”.
Finalmente, desejamos que, mantida a mesma ordem na homenagem aos santos, quando for
prescrito pelas rubricas, seja acrescentada a seguinte comemoração em honra de São José: Antífona das Vésperas:
- Eis o servo bom e fiel, a quem o Senhor confiou a sua família.
- Haverá glória e riqueza em sua casa.
- Permanece para sempre sua justiça.
Antífona das Laudes:
- Ao começar seu ministério, Jesus tinha mais ou menos 30 anos e era considerado como filho de
José.
- A boca do justo se expressará com sabedoria.
- E a sua língua falará a justiça.
Oração:
Ó Deus, que em vossa inefável providência vos dignastes escolher o Bem-aventurado José para
esposo de vossa Mãe Santíssima, vô-lo pedimos que venerando-o na terra como protetor,
mereçamos tê-lo no céu como intercessor.
(...)
Dado em Roma, junto de São Pedro, sob o anel do Pescador, em 07 de julho de 1871, 26º ano de
nosso pontificado. Pio IX
Carta Apostólica de S.S. o Papa João XXIII.
Devoção a São José, Padroeiro do Concílio Vaticano II.
Aos Ordinários dos lugares e aos fiéis cristãos do mundo católico
Veneráveis Irmãos e caros filhos:
1. As vozes que de todos os pontos da terra chegam até Nós em expressão de feliz expectativa e de votos pelo feliz êxito do Concílio Ecumênico do Vaticano II, impelem cada vez mais Nosso espírito a tirar proveito da boa disposição de tantos corações simples e sinceros, desejosos, com amável espontaneidade, de implorar o auxílio celeste, aumento de fervor religioso e clareza de orientação prática para tudo quanto a celebração do Concílio supõe e nos promete como incremento da vida íntima e social da Igreja e renovação espiritual do mundo inteiro.
2. E eis que se apresenta a nós, qual uma aparição da nova primavera deste ano e no limiar da Sagrada Liturgia Pascal, a suave e amável figura de São José, o augusto esposo de Maria, tão caro ao íntimo das almas mais sensíveis aos atrativos do ascetismo cristão e de suas expressões de piedade religiosa, reservadas e modestas, mas tanto mais apreciadas e suaves.
3. No culto da Santa Igreja, Jesus, Verbo de Deus feito homem, teve logo uma adoração incomunicável como esplendor da natureza de Seu Pai, e irradiando-se na glória dos Santos. Maria, Sua Mãe, seguiu-O de perto desde os primeiros séculos, nas imagens das catacumbas e das basílicas, piedosamente veneradas: Santa Maria, Mãe de Deus. São José, pelo contrário, excetuando algum traço de sua figura, encontrado aqui e ali nos escritos dos Padres, permaneceu durante séculos e séculos em seu característico escondimento, um pouco como figura de ornamento no quadro da vida do Senhor. E foi necessário tempo até que seu culto passasse dos olhos aos corações dos fiéis e despertasse neles singular fervor de oração e abandono confiante. E estas foram as piedosas alegrias reservadas às efusões da época moderna: oh! quão abundantes e grandiosas! E temos particular alegria em colher daí uma observação tão característica quanto significativa. São José na voz dos Papas dos cem últimos anos
4. Entre os diversos postulata que os Padres do Concílio Vaticano I, reunidos em Roma (1869-1870), apresentaram a Pio IX, os dois primeiros eram concernentes a São José. Antes de tudo, pedia-se que seu culto tivesse lugar mais elevado na Sagrada Liturgia; trazia a assinatura de 153 bispos. O outro, assinado por 43 Superiores Gerais de Ordens Religiosas, suplicava a solene proclamação de São José como Patrono da Igreja Universal (1).
Pio IX
5. Pio IX acolheu um e outro com alegria. Desde o início de seu pontificado (2) havia fixado a festa e
a liturgia para o patrocínio de São José no III Domingo depois da Páscoa. Já em 1854, em vibrante e
fervorosa alocução, indicara São José como a esperança mais segura da Igreja depois da Virgem
Santíssima; e no dia 8 de dezembro de 1870, suspenso o Concílio Vaticano I pelos acontecimentos
políticos, escolheu a feliz coincidência da festa da Imaculada Conceição para a proclamação mais
solene e oficial de São José como patrono da Igreja Católica e para a elevação da festa de 19 de março
a celebração de rito duplo de 1ª classe (3).6. Foi - o daquele 8 de dezembro de 1870 - um breve, mas precioso e admirável Decreto “Urbi et Orbi”, verdadeiramente digno do “Ad perpetuam rei memoriam”, que abriu um veio de riquíssimas e preciosas inspirações aos Sucessores de Pio IX.
Leão XIII
7. Com efeito, eis que o imortal Leão XIII apresenta para a festa da Assunção de 1889, com a carta “Quamquam pluries” (4), o documento mais amplo e copioso até então publicado por um Papa, em honra do pai putativo de Jesus, elevado em sua luz característica de modelo dos pais de família e dos operários. Provém daí a bela oração: “A vós, São José”, que encheu de tanta doçura nossa infância.
S. Pio X
8. O Santo Pontífice Pio X acrescentou às expressões do Papa Leão XIII numerosas outras de devoção e de amor para com São José, acolhendo de bom grado a dedicatória que lhe foi feita de um tratado que ilustra seu culto (5), e multiplicando o tesouro das indulgências para a recitação das Ladainhas, tão caras e tão doces de dizer. Como estão bem expressos os termos dessa concessão! “O santíssimo senhor nosso Pio X engrandece o ínclito patriarca São José pai putativo, esposo puríssimo da Virgem mãe e poderoso patrono da Igreja católica junto de Deus” - e vede que delicadeza de sentimentos pessoais - “cujo glorioso nome é aprendido desde o nascimento, e é envolvido de piedade e religião constante” (6). E os termos com que anunciou os motivos dos novos favores concedidos: “para cultuar a São José, padroeiro da Igreja universal” (7).
Bento XV
9. Ao desencadear-se a primeira grande guerra européia, quando os olhos de São Pio X se fecharam à vida terrestre, eis que aparecia providencialmente o Papa Bento XV, que atravessou qual um astro benéfico de consolação universal os anos dolorosos de 1914 a 1918. Também ele quis logo promover o culto do Santo Patriarca. Com efeito, é a ele que se deve a introdução de dois novos prefácios da Santa Missa: precisamente o de São José e o da Missa dos Fiéis Falecidos, associa com felicidade um e outro em dois decretos do mesmo dia, 9 de abril de 1919 (8), como a lembrar uma concomitância e fusão de dor e de conforto entre as duas famílias: a família celeste de Nazaré, da qual São José era o chefe legal, e a imensa família humana afligida por uma consternação universal pelas inúmeras vítimas da guerra devastadora. Que triste, mas também suave e feliz aproximação: Duma parte, São José e de outro o “signifer sanctus Michael” : ambos apresentando as almas dos falecidos ao Senhor “na luz santa”.
10. No ano seguinte - em 25 de julho de 1920 - o Papa Bento XV voltava a este assunto no cinquentenário, que então se esperava, da proclamação - já feita por Pio IX - de São José como Patrono da Igreja Católica; e voltava numa luz de doutrina teológica com o Motu proprio “Bonum sane” (9), todo impregnado de ternura e singular confiança. Oh! que belo iluminar-se da suave e benévola figura do Santo, que ele faz o povo cristão invocar para proteger a Igreja militante, no momento mesmo em que reflorescem suas melhores energias para a reconstrução espiritual e material, depois de tantas calamidades; e para reconforto de tantos milhões de vítimas humanas que jaziam às portas da morte e para as quais o Papa Bento XV queria pedir aos bispos e às numerosas associações piedosas espalhadas pelo mundo, a intervenção suplicante de suas orações a São José, padroeiro dos agonizantes.
Pio XI e Pio XII
11. Seguindo a mesma linha de conselho da devoção fervorosa ao Santo Patriarca, os dois últimos Pontífices - Pio XI e Pio XII - ambos sempre de cara e venerável memória - se sucederam numa viva e edificante fidelidade de ensino, de exortação, de fervor.
12. Pelo menos quatro vezes, Pio XI, em solenes alocuções relativas à glorificação de novos santos e, frequentemente, na ocorrência de 19 de março - por exemplo em 1928 (10); depois em 1935 e ainda em 1937 - aproveitou a ocasião para exaltar as diferentes luzes que ornam a fisionomia espiritual do Guarda de Jesus, do castíssimo esposo de Maria, do piedoso e modesto operário de Nazaré, e do padroeiro da Igreja universal, poderoso escudo de defesa contra os esforços do ateísmo mundial que visa a desagregação das nações cristãs.
13. Também Pio XII tomou de seu Predecessor a nota fundamental no mesmo tom, em numerosas alocuções, todas tão belas, vibrantes e felizes, como em 10 de abril de 1940 (11), quando convidava os jovens esposos a se colocarem sob o seguro e suave manto do Esposo de Maria; e em 1945 (12), quando convidava os membros da Associação Cristã dos Operários a honrá-lo como elevado exemplo e defensor invencível de suas falanges; e dez anos depois, em 1955 (13), quando anunciava a instituição da festa anual de São José Operário. Na realidade, esta festa, de instituição recentíssima, fixada a 1º de maio, veio suprimir a da 4ª-feira da segunda semana de Páscoa, enquanto a festa tradicional de 19 de março marcará de agora em diante a data mais solene e definitiva do Patrocínio de São José sobre a Igreja universal.
14. O mesmo Santo Padre Pio XII quis ornar como que de preciosíssima coroa o peito de São José com uma fervorosa oração proposta à devoção dos sacerdotes e fiéis de todo o mundo, e cuja recitação enriqueceu de numerosas indulgências. Oração de caráter eminentemente profissional e social, como convém àqueles que estão sujeitos à lei do trabalho, que é para todos “lei de honra, de vida pacífica e santa, prelúdio da felicidade mortal”. Diz ela, entre outras coisas: “Permanecei conosco, ó São José, nos nossos momentos de prosperidade, quando tudo nos convida a gozar honestamente dos frutos de nossas fadigas; mas, sobretudo, permanecei conosco e sustentai-nos nas horas de tristeza quando parece que o céu quer fechar-se sobre nós e até os instrumentos de nosso trabalho vão escapar de nossas mãos” (14).
15. Veneráveis irmãos e caros filhos: pareceu-nos também oportuno propor estas notas de história e de piedade religiosa à devota atenção de vossas almas, educadas na delicadeza do sentir e do viver cristão e católico, precisamente nesta data de 19 de março, quando a festa de São José coincide com o início do tempo da Paixão e nos prepara para intenso contato com os mistérios mais emocionantes e salutares da Sagrada Liturgia. As disposições que prescrevem o véu sobre as imagens do Crucifixo, de Maria e dos Santos durante as duas semanas de preparação da Páscoa, são convite a um recolhimento íntimo e sagrado, concernente às comunicações com o Senhor, por meio da oração que deve ser meditação e súplica assídua e ardente. O Senhor, a Virgem Santíssima e os Santos estão à espera de nossas confidências; e é bem natural que estas se refiram ao que corresponde melhor às solicitudes da Igreja católica universal.
A espera do Concílio Ecumênico
16. Ao centro destas solicitudes e em lugar preeminente encontra-se sem dúvida o Concílio Vaticano, cuja expectativa está nos corações de todos os que crêem em Jesus Redentor, quer pertençam à nossa Mãe, a Igreja Católica, ou a alguma das diversas confissões que dela se separaram e nas quais, entretanto, muitos estão ansiosos por uma volta à unidade e à paz, segundo o ensino e a oração de Cristo ao Pai Celeste. É muito natural que esta evocação das palavras dos papas do último século sirva perfeitamente para suscitar a cooperação do mundo católico para o bom êxito do grande plano de ordem, de elevação espiritual e de paz, ao qual um concílio ecumênico é chamado.
O Concílio a serviço de todas as almas
17. Tudo é grande e digno de consideração na Igreja, tal como Jesus a constituiu. Na celebração de um Concílio, reúnem-se em torno dos padres as personalidades mais notáveis do mundo eclesiástico, dotadas de altas qualidades de doutrina teológica e jurídica, de capacidade de organização, de elevado espírito apostólico. Eis o Concílio: o Papa no ápice e, em torno dele e com ele, os Cardeais, os Bispos de todos os ritos e de todos os países, os doutores e mestres mais competentes nos diversos graus de suas especializações.
18. Mas o Concílio é feito para todo o povo cristão que nele está interessado pela circulação mais perfeita da graça, de vitalidade cristã, que torna mais fácil e rápida a aquisição de bens verdadeiramente preciosos da vida presente e assegurem as riquezas dos séculos eternos.
19. Todos, por conseguinte, estão interessados pelo Concílio, eclesiásticos e leigos, grandes e pequenos de todas as partes do mundo, de todas as classes, de todas as raças, de todas as cores; e se um protetor celeste é indicado para conseguir do alto, em sua preparação e realização, aquele “poder divino” pela qual ele parece destinado a marcar época na história da Igreja contemporânea, a nenhum dos protetores celestes poderia ser mais bem confiado do que a São José, augusto chefe da Família de Nazaré e protetor da Santa Igreja.
20. Ouvindo de novo o eco das vozes dos Papas deste último século de nossa história, como Nos acontece, tocam ainda Nosso coração os acentos característicos de Pio XI, em razão também de sua maneira refletida e calma de exprimir-se. Temos ainda no ouvido um discurso pronunciado a 19 de março de 1928, com uma alusão que ele não soube, não quis calar, em honra de São José, do caro e bendito São José, como gostava de saudá-lo.
21. “É sugestivo, dizia ele, observar de perto e, por assim dizer, ver brilhar, uma ao lado da outra, duas magníficas figuras que se acompanham no início da Igreja: primeiramente a de São João Batista, que surge do deserto, algumas vezes com voz forte e outras com pacífica doçura; às vezes como um leão que ruge e outras como o amigo que se alegra com a glória do esposo e oferece aos olhos do mundo o esplendor maravilhoso de seu martírio. Em seguida, a figura tão vigorosa de Pedro, que ouve do Divino Mestre as magníficas palavras: ‘Ide e pregai a todo o mundo’; e para ele, pessoalmente: ‘Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja’. Grande missão, divinamente faustosa e retumbante”.
22. Assim falava Pio XI. Prosseguia depois, e com quanta felicidade: “Entre estes dois grandes personagens, entre estas duas missões, eis que aparecem a pessoa e a missão de São José que, ao contrário, passam apagadas, silenciosas, como que despercebidas e ignoradas, na humildade, no silêncio, silêncio que não devia iluminar-se senão mais tarde, silêncio ao qual deveriam suceder, e muito alto, o grito, a voz, a glória nos séculos” (15).
23. Oh! a invocação, oh! o culto de São José para a proteção do II Concílio Ecumênico Vaticano. Veneráveis irmãos e caríssimos filhos de Roma, irmãos e filhos muito amados do mundo inteiro. É a este ponto que desejamos vos conduzir, enviando-vos esta Carta Apostólica justamente no dia 19 de março, em que a celebração da festa de São José, Padroeiro da Igreja universal, podia servir às vossas almas de incentivo a uma renovação extraordinária de fervor para a participação, por meio de oração mais viva, ardente e contínua, nas solicitudes da Santa Igreja, mãe e mestra, que ensina e dirige este acontecimento extraordinário do XXI Concílio Ecumênico, o Vaticano II, do qual toda a imprensa pública mundial se ocupa com vivo interesse e respeitosa atenção.
24. Bem sabeis que a primeira fase de organização do Concilio prossegue em atividade pacífica, laboriosa e consoladora. Por centenas, insignes prelados e eclesiásticos, vindos de todas as regiões do mundo, se sucedem aqui em Roma, distribuídos em diferentes seções bem organizadas, cada uma entregue ao seu trabalho particular, seguindo preciosas indicações contidas numa série de imponentes volumes que exprimem o pensamento, a experiência, as sugestões recolhidas pela inteligência, pela sabedoria, pelo vibrante fervor apostólico daquilo que constituiu a verdadeira riqueza da Igreja católica do passado, do presente e do futuro.O Concílio Ecumênico não pede para sua realização e seu êxito senão luz de verdade e de graça, disciplina de estudo e de silêncio, paz serena dos espíritos e dos corações. Isto de nossa parte humana. Vem do alto o auxílio celeste que o povo cristão deve implorar com sua viva cooperação pela oração, por um esforço de vida exemplar que seja antecipação e exemplo da disposição bem resoluta, da parte de cada um dos fiéis, de observar depois as instruções e as diretrizes que serão proclamadas na conclusão tão desejada do grande acontecimento, que já segue curso feliz e promissor.
25. Veneráveis Irmãos e caros filhos.
O luminoso pensamento do Papa Pio XI a 19 de março de 1928 segue-nos ainda. Aqui em Roma, a Sagrada Catedral de Latrão resplandece sempre na glória de São João Batista. Mas no maior templo de São Pedro, onde são veneradas preciosas lembranças de toda a Cristandade, há também um altar de São José; e desejamos e propomos na data de hoje, 19 de março de 1961, que o altar de São José seja revestido de novo esplendor, mais amplo e mais solene; e se torne um ponto de atração e de piedade religiosa para cada uma das almas e inumeráveis multidões. É sob as abóbadas celestiais da Basílica Vaticana que se reunirão em torno do Chefe da Igreja as falanges dos componentes do Colégio Apostólico vindos de todos os pontos do globo, mesmo os mais distantes, para o Concílio Ecumênico.
26. Ó São José! Aqui, aqui mesmo é vosso lugar de Protetor da Igreja Universal. Quisemos apresentar-vos, através das palavras e dos documentos de Nossos Predecessores imediatos dos últimos séculos - de Pio IX a Pio XII - uma coroa de honra, como eco dos testemunhos de afetuosa veneração que se eleva igualmente de todas as nações católicas e de todas as regiões missionárias. Sede sempre nosso protetor. Que vosso espírito interior de paz, de silêncio, de bom trabalho e de oração, a serviço da Santa Igreja, nos vivifique sempre e nos alegre em união com vossa santa Esposa, nossa dulcíssima Mãe Imaculada, num fortíssimo e suave amor a Jesus, Rei glorioso e imortal dos séculos e dos povos. Assim seja.
Dado em Roma, junto de São Pedro, a 19 de março de 1961, terceiro ano de Nosso Pontificado.
João XXIII
*Quamquam pluries:
Carta Encíclica de Sua Santidade o Papa Leão XIII
Aos Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos e outros Ordinários locais que estão em paz e
comunhão com a Sé Apostólica, sobre a necessidade de se recorrer ao Patrocínio de São José, junto
ao da Virgem Mãe de Deus, nas dificuldades dos tempos atuais.
Ainda que por diversas vezes já tenhamos suplicado que se fizessem em todo o mundo orações
especiais e se recomendassem vivamente a Deus os interesses da Igreja, todavia ninguém fique
admirado se de novo sentimos a necessidade de inculcar o mesmo dever.
Em tempos difíceis, especialmente quando o poder das trevas parece tentar de tudo em dano da
cristandade, a Igreja costuma invocar humildemente a Deus, seu autor e protetor, com novo fervor e
maior perseverança, bem como solicitar a mediação dos santos em cujo patrocínio tem mais
confiança de encontrar socorro, em primeiro lugar a bem-aventurada Virgem Mãe de Deus, bem
sabendo que os frutos desta piedosa oração e desta esperança cedo ou tarde aparecerão.
Agora bem notais, Veneráveis Irmãos, que os tempos atuais não são menos difíceis do que aquele
que a Igreja teve que enfrentar no passado. Vemos, de fato, vir diminuída em muitos a fé, que é o
princípio de todas as virtudes cristãs, esfriar-se a caridade e as novas gerações degradar-se nas ideias
e na conduta. Vemos a luta que de toda parte se faz à Igreja de Cristo com violenta perfídia; a guerra
atroz contra o papado e as tentativas sempre mais declaradas de se derrubar os próprios
fundamentos da religião. Até que ponto tenham chegado e quanto ainda estejam tramando os
inimigos, é tão claro e evidente que se torna inútil gastar palavras.
Em uma situação tão difícil e angustiante, na qual os males superam em muito os remédios
humanos, não nos resta outra coisa senão recorrer à potência divina. Por esta razão, julgamos
oportuno estimular o povo cristão a pedir o socorro de Deus onipotente com renovado fervor e
inabalável confiança.
Aproxima-se o mês de outubro, por Nós já consagrado à Virgem do Rosário. De todo o coração
vos pedimos que ele seja celebrado, este ano, com a maior devoção, piedade e participação possível.
Sabemos poder encontrar na materna bondade da Virgem um pronto refúgio em todos os nossos
males, e estamos certos de que não serão vãs as nossas esperanças junto a ela. Se no passado nos foi
propícia em toda necessidade, por que não haveria de renovar os exemplos do seu poder e da sua
graça também no presente, se soubermos invocá-la juntos, com oração humilde e perseverante? Nós,
antes, estamos certos de que tanto mais nos assistirá, quanto mais longamente quer ser por nós
invocada. Mas esta é uma outra iniciativa que Nós propomos e à qual , Veneráveis Irmãos,
prestareis, como sempre, a vossa diligente colaboração.
Para fazer com que Deus seja mais favorável às nossas orações, e para que - entre tantos
intercessores que podem ser invocados - derrame mais pronta e copiosamente auxílio à sua Igreja,
cremos muito útil que o povo cristão habitue-se a rogar com devoção e confiança, juntamente com a
Virgem Mãe de Deus, também o seu castíssimo esposo São José. E temos bons motivos para crer que
isto será particularmente agradável à Virgem Santa.
Sobre este tema que pela primeira vez nos propomos a tratar publicamente, sabemos que a
devoção popular é não só propensa por natureza, mas também já está bastante avançada. E, de fato,
vimos um grande progresso no culto a São José, anteriormente promovido pelo zelo dos Sumos
Pontífices, depois estendido a todo o mundo, especialmente quando Pio IX, Nosso Predecessor de
feliz memória, a pedido de muitíssimos bispos, declarou o Santo Patriarca, Patrono da Igreja
Universal. Todavia, por ser muito importante que o seu culto penetre profundamente nas instituições católicas e nos costumes, queremos que o povo cristão receba da Nossa própria voz e
autoridade todo o incentivo possível.
As razões pelas quais São José deve ser tido como Patrono da Igreja - e a Igreja por sua vez espera
muitíssimo da Sua especial proteção - residem sobretudo no fato que ele é esposo de Maria e pai
putativo de Jesus Cristo. Daqui derivam toda a sua grandeza, graça, santidade e glória.
Sabemos que a dignidade da Mãe de Deus é altíssima e que não pode haver uma maior. Mas dado
que entre a beatíssima Mãe de Deus e São José existe um verdadeiro vínculo matrimonial, é também
certo que São José, mais que qualquer outro, se aproximou daquela altíssima dignidade que faz da
Mãe de Deus a criatura mais excelsa. De fato, o matrimônio constitui por si mesmo a forma mais
nobre de sociedade e de amizade, e traz consigo a comunhão dos bens. Portanto, se Deus deu José
como esposo a Maria, deu-o não só como companheiro de sua vida, testemunha de sua virgindade e
tutor da sua pureza, mas também como participante - por força do vínculo conjugal - da excelsa
dignidade da qual ela foi adornada. Além disso, ele eleva-se entre todos em dignidade também
porque, por vontade de Deus, foi guarda e, na opinião de todos, pai do Filho de Deus. Em
consequência, o Verbo de Deus foi humildemente submisso a José, obedeceu-lhe e prestou-lhe a
honra e o respeito que o filho deve ao seu pai.
Ora, desta dupla dignidade derivaram espontaneamente os deveres que a natureza impõe aos pais
de família; assim, pois, São José foi guarda legítimo e natural da Santa Família, e ao mesmo tempo
seu chefe e defensor, exercendo estes ofícios até o fim de sua vida.
Foi ele, de fato, que guardou com sumo amor e contínua vigilância a sua esposa e o Filho divino;
foi ele que proveu o seu sustento com o trabalho; ele que os afastou do perigo a que os expunha o
ódio de um rei, levando-o a salvo para fora da pátria, e nos desconfortos das viagens e nas
dificuldades do exílio foi de Jesus e Maria companheiro inseparável, socorro e conforto.
Pois bem: a Sagrada Família, que José governou com autoridade de pai, era o berço da Igreja
nascente. A Virgem Santíssima, de fato, enquanto Mãe de Jesus, é também mãe de todos os cristãos,
por Ela gerados em meio às dores do Redentor no Calvário. E Jesus é, de alguma maneira, como o
primogênito dos cristãos, que por adoção e pela redenção lhe são irmãos.
Disto deriva que São José considera como confiada a Ele próprio a multidão dos cristãos que
formam a Igreja, ou seja, a inumerável família dispersa pelo mundo, sobre a qual Ele, como esposo
de Maria e pai putativo de Jesus, tem uma autoridade semelhante a de um pai. É, portanto, justo e
digno de São José, que assim como ele guardou no seu tempo a família de Nazaré, também agora
guarde e defenda com seu patrocínio a Igreja de Deus.
Tudo isto, Veneráveis Irmãos, encontra apoio - como bem o sabeis - no ensinamento de não
poucos Padres da Igreja. De acordo nisto com a Sagrada Liturgia, eles entreviram no antigo José,
filho do patriarca Jacó, a pessoa e a vocação do nosso [José]; e no esplendor que daquele emanava,
viram simbolizada a grandeza e a glória do Guarda da Sagrada Família. De fato, além de terem
ambos recebido - não sem significado - o mesmo nome, existe entre eles muitas outras e claras
semelhanças, a Vós bem conhecidas.
Em primeiro lugar, o antigo José ganhou para si a benevolência de seu senhor de um modo todo
singular; e depois conseguiu, graças ao seu zelo, que chovesse do céu toda a prosperidade e bênçãos
sobre o seu patrão, de quem dirigiu a casa. E mais: por vontade do rei governou com plenos poderes
todo o reino, e quando a carestia se tornou calamidade pública, foi ele quem alimentou os egípcios e
os povos vizinhos com exemplar sagacidade, a ponto de ser merecidamente chamado pelo faraó de
“salvador do mundo”.
Assim, no antigo patriarca é fácil de se ver a figura do nosso [José]. Como a antigo José foi a
bênção para a casa de seu patrão e para todo o reino, assim o nosso José foi predestinado a guardar a
cristandade e deve ser tido como defensor da Igreja, que efetivamente é a Casa do Senhor e o reino
de Deus na terra.
Todos os cristãos, por isso, de quaisquer condições e estado, têm bons motivos para se confiarem
e se abandonarem à amorosa proteção de São José.
Nele, os pais de família encontram o mais alto exemplo de paterna vigilância e providência; os
cônjuges, o exemplo mais perfeito de amor, concórdia e fidelidade conjugal; os consagrados a Deus,
o modelo e protetor da castidade virginal.
Volvendo o olhar à imagem de José, aprendam os nobres a conservar a sua dignidade também na
desventura; os ricos descubram quais são os bens que na verdade é necessário buscar e guardar
zelosamente. E enfim, os pobres, os operários e todos aqueles que pouco tiveram da sorte, têm um
motivo a mais - e todo especial - de recorrer a José e de tomá-lo como exemplo: Ele, embora sendo
de descendência régia, desposado com a mais excelsa entre as mulheres, e ter sido considerado como
o pai do Filho de Deus, passou todavia sua vida no trabalho, provendo o necessário para si e para os
seus, com a fadiga e a habilidade de suas mãos.
Entretanto, é bom refletir que não é verdade que a condição dos pobres seja degradante. O
trabalho do operário, longe de ser desonroso, torna-se fonte de nobreza quando associado à virtude.
José, contente do seu trabalho e do pouco que possuía, viveu com coragem e nobreza as angústias da
vida, seguindo nisto o exemplo de Jesus, que embora sendo Senhor de tudo, fez-se servo de todos e
não desdenhou abraçar voluntariamente a pobreza.
Estas considerações devem elevar o ânimo de quem é pobre e ganha o pão com seu trabalho, e
fazê-lo raciocinar retamente. De fato, se é verdade que a justiça consente em poder libertar-se da
pobreza e alcançar uma posição melhor, também é verdade que a ninguém é permitido, nem à razão,
nem à justiça, subverter a ordem estabelecida por Deus. Antes, recorrer nestes casos à violência e
tentar o caminho da sublevação e dos tumultos é uma escolha desesperada, que na maioria das vezes
agrava os próprios males que se queria aliviar. Querendo, portanto, agir com prudência, os
proletários não confiem tanto nas promessas dos violentos, mas antes no exemplo e no patrocínio de
São José, e na caridade materna da Igreja, que a cada dia mais se preocupa pela sua situação.
Portanto, Veneráveis Irmãos, enquanto Nós esperamos muito da vossa autoridade e do vosso zelo
de Pastores, e estamos certos de que as pessoas boas e piedosas farão ainda mais do que estamos
solicitando, decretamos que por todo o mês de outubro se acrescente à recitação do Rosário - por
Nós já prescrita em outra ocasião - a oração a São José que recebeis junto com esta Carta Encíclica, e
que isto se repita todos os anos, perpetuamente.
Àqueles que devotamente recitarem esta oração, concedemos cada vez a indulgência de sete anos
e outras tantas quarentenas.
É também útil e louvável que se consagre, como já se fez em muitos lugares, o mês de março ao
Santo Patriarca, com exercícios diários de piedade em sua honra. Onde isto não for possível, faça-se
ao menos antes da sua festa, no lugar principal, um tríduo preparatório de orações.
Recomendamos, além disso, aos fiéis daquelas nações nas quais o dia 19 de março, consagrado a
São José, não esteja incluído entre as festas de preceito, que não deixem por quanto possível, de
santificá-lo ao menos em particular, em honra do celeste Patrono, como um dia festivo.
Entretanto, Veneráveis Irmãos, como penhor de graças do céu e na Nossa benevolência, de todo o
coração dispensamos no Senhor a Bênção Apostólica a Vós, ao Clero e aos vossos fiéis.
Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 15 de agosto de 1889, décimo segundo ano do Nosso
Pontificado.
Leão XIII